quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

TUDO DE MIM - 2000 - Nazareno Lima











        O  CHORO   -   05/12/2000

                    Para Jane Rafaella Pinto

Como é difícil ver alguém chorando,
Se lastimando de tantos fracassos,
Não aceitando seus poucos espaços
E o que eu faço é ficar olhando ...

Quem estará pois, lhe encurralando
Neste comando de ocultos passos?
Fico pensando nos seus pobres braços
Que só abraça quem vai lhe explorando!

Mulher! Porquê será que te perseguem tanto?
E tua defesa é este forte pranto,
Que me comove sem que eu possa agir ...

Mas, o meu consolo é que futuramente,
Tu hás de vencer toda esta gente,
Pela humildade que herdaste aqui !
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

MAUS LAMENTOS DE 91 - 1991 - Nazareno Lima


              -XLIV -

Mãe, minha vida hoje é uma insônia,
Ante as injustiças e violências!
De tanto implorar por meras clemências
Vivo padecendo de grande afonia!
Talvez quem sabe, Por eu ser do Acre...
Depois destes 20 anos de massacre,
Minha vida é uma vil acrimônia:
O meu viver já é tão obsceno
Que nem sei porque me chamam Nazareno
E nem porque te chamam de Amazônia!
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    - LVI -
Deste meu triste eco, o impulso,
Vem do desespero das Classes Dominadas;
Pelo insano Capital, violentadas
E trazem consigo o ideal convulso!
Esse infeliz grito atabalhoado
É a vil saída do homem explorado
E que traz na alma o pensamento avulso:
E é esse maldito eco desordenado...
A herança da exploração do passado...
O lamento do seringueiro expulso!
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CONCEITUAÇÕES ESPACIAIS - 2005 - Nazareno Lima






           05 DE SETEMBRO DE 2005


Sinto tristezas... Sinto ódio... E amar
É algo bom que já não sinto aqui
Pois, na Amazônia e neste Aquiry
A humanidade resolveu queimar!

E a Natureza sem atrapalhar,
Mandou uma seca tal no Cariri:
Morreram árvores por demais, eu vi
E até mesmo o rio resolveu secar ...

Por que será que os homens reprimidos,
Não possuem tatos, olhos e e sentidos,
Para sentirem estas calamidades?

Eu só lamento perante a Ciência:
Quando estes seres criarem consciência,
A Amazônia já será saudades!

IV VISÃO - 2003 - Nazareno Lima




SAUDAÇÃO A 2004 - 29/01/2004





2004, fizeste bem em vir ...
Que sejas justo, produtivo e santo !
Que me permitas todo este encanto
Que é a minha mente poder produzir !

Até agora, tal quanto um faquir,
Vivi à experimentar, portanto
A triste vida dos que sofrem tanto
Transformando-a nesta arte aqui !

Mas, a tristeza me atacou de novo
Pois, se não fosse este triste povo ...
Talvez quem sabe? Eu fizesse nada !...

Será possível que um pensador,
Tem que viver à perseguir a dor
Para viver da profissão alada ?
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IV VISÃO - 2003 - Nazareno Lima












    05 de Setembro de 2003
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Grande tristeza me chegou agora
Pois, a melhora foi pura ilusão ...
A euforia do meu coração,
Foi utopia e já não mais vigora !

Tanta fumaça da floresta à fora ...
Fosse mentira pois, será traição ?
Ou talvez, quem sabe? Foi desatenção
Dos companheiros por multi-labora !

Tal a paisagem dos anos 80,
A minha classe deve estar atenta:
Eu só espero que ela então não finjas ...

Devo voltar aos meus antigos brados:
O genocídio dos anos passados
Ressuscitou de suas próprias cinzas !!!
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TUDO DE MIM - 2000 - Nazareno Lima

    



  TEMPOS  MAUS    -    10/10/2000

Depois de tempos desesperadores
Que ao ser humano tanto impressiona,
A minha mente quase desmorona,
Com a opressão de poderosas dores!

No meu espaço não existem flores:
A deslealdade é que funciona.
A desconfiança já botou à tona,
Meus pequeninos e pobres amores!

Diante disso, atordoado, creio
Que estou vivendo em um mundo alheio
Onde é difícil se sentir feliz ...

Mas, não havendo aqui outra saída:
Resta-me então aceitar esta vida,
Talvez pra pagar algo mau que fiz!!!
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FATALIDADES - 2009 - Nazareno Lima





 A DONA DA RUA - 04-2009

     Parte - III

O teu sumiço até me impressiona...
O teu silêncio à todos atormenta ...
Teu ciúme é algo que à todos atenta
E aos mais estudiosos questiona!

Vejo teu vulto antes de deitar-me,
Revendo a imagem do teu corpo triste...
A minha mente em lembrar-te, insiste...
Como um fantasma a acompanhar-me!

Faço ao deitar-me, minha longa prece...
Para livrar-me deste vil castigo
Mas, somente o sono é meu grande amigo,
Já que em sonhos tu não me aparece!
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