sexta-feira, 10 de março de 2017
POESIAS ACREANAS - Razões - Nazareno Lima - 2016
RAZÕES - Fev. - 2016
Nazareno Lima
Todas as Flores que me desfeitearam,
Pelos meus rumos da Capilogência.
Que condenaram a minha ciência
E nos meus feitos, não acreditaram!
Aquelas Flores que tanto falaram
E me tentaram com tal dissidência:
Desci aos vales da Abstinência
Mas, as Razões me ressuscitaram!
Acostumado, já desde a infância:
Braços gigantes da Ignorância ...
Me arrastavam para aquele abismo
Mas, a minha Fé, a persistência,
A Metafísica e a Paciência ...
Me arrebataram desse empirismo!
*****************************
Nazareno Lima
Todas as Flores que me desfeitearam,
Pelos meus rumos da Capilogência.
Que condenaram a minha ciência
E nos meus feitos, não acreditaram!
Aquelas Flores que tanto falaram
E me tentaram com tal dissidência:
Desci aos vales da Abstinência
Mas, as Razões me ressuscitaram!
Acostumado, já desde a infância:
Braços gigantes da Ignorância ...
Me arrastavam para aquele abismo
Mas, a minha Fé, a persistência,
A Metafísica e a Paciência ...
Me arrebataram desse empirismo!
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POESIAS ACREANAS - Lamento Amazônico - Nazareno Lima - 2016
Lamento Amazônico - Fev. - 2016
Nazareno Lima
Por muitas vezes me desesperei
Quando estudava os comportamentos;
Os sofrimentos que presenciei,
Na Amazônia de grandes tormentos!
Por tantas vezes não acreditei
Que nesse Acre de aviamentos;
Houvessem fatos que até chorei,
Por isso escrevo estes meus lamentos!
Na liberdade da Floresta imensa,
Aconteceu a escravidão mais densa
Que um ser humano possa imaginar ...
Na tentação de pragas e doenças,
O seringueiro se iludia às crenças
Só tendo alguém para o explorar!
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terça-feira, 7 de março de 2017
POESIAS ACREANAS - 2015 - Nazareno Lima - 2015
2015
29-12-2015
Nazareno Lima
2015 está querendo ir ...
Onde eu sofri, dores e mais dores!
Jamais esqueço o que passei aqui,
Porque vivi a cor de suas flores!
Não alegrou-me o som de seus tambores ...
Nem seus atores ... me fizeram rir:
As solidões me causaram horrores
E a felicidade ... só fingiu de vir!
Mas, essas dores todas que me fazem
E todas as angústias que me comprazem
Forçam-me ainda a aprender mais ...
O descrédito que o Brasil mostrou-me,
E aquele leigo que descriminou-me:
Nem a velhice já me tira a Paz!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
2015 vai deixar saudades ...
Não trouxe a nós felicidades
Mas mostrou-nos grandes descobertas ...
As veias do Brasil abertas ...
A política social da covardia ...
O erro gestor da Democracia ...
O futuro então ameaçado ...
O perigo da volta ao passado ...
A inflação batendo à nossa porta ...
Aqueles frutos da Ditadura morta
Que a qualquer hora podem aparecer ...
E somente saberão o seu poder,
Aqueles que passaram o que passei!
- x -
2015 - Te agradeço enfim ...
Pelo aviso que mandaste a mim
Sobre a política do fisiologismo ...
O renascimento do Coronelismo
E o lado escuro da Democracia!
Sobre a dinâmica da hipocrisia ...
O crescimento das corrupções ...
As consequências das contravenções
Além é claro, dos dez mil desmandos,
Vi o Congresso organizando bandos
Para poder manter-se no Poder ...
Vi a Justiça sem poder prender
Porque a Lei também e conivente!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
29-12-2015
Nazareno Lima
2015 está querendo ir ...
Onde eu sofri, dores e mais dores!
Jamais esqueço o que passei aqui,
Porque vivi a cor de suas flores!
Não alegrou-me o som de seus tambores ...
Nem seus atores ... me fizeram rir:
As solidões me causaram horrores
E a felicidade ... só fingiu de vir!
Mas, essas dores todas que me fazem
E todas as angústias que me comprazem
Forçam-me ainda a aprender mais ...
O descrédito que o Brasil mostrou-me,
E aquele leigo que descriminou-me:
Nem a velhice já me tira a Paz!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
2015 vai deixar saudades ...
Não trouxe a nós felicidades
Mas mostrou-nos grandes descobertas ...
As veias do Brasil abertas ...
A política social da covardia ...
O erro gestor da Democracia ...
O futuro então ameaçado ...
O perigo da volta ao passado ...
A inflação batendo à nossa porta ...
Aqueles frutos da Ditadura morta
Que a qualquer hora podem aparecer ...
E somente saberão o seu poder,
Aqueles que passaram o que passei!
- x -
2015 - Te agradeço enfim ...
Pelo aviso que mandaste a mim
Sobre a política do fisiologismo ...
O renascimento do Coronelismo
E o lado escuro da Democracia!
Sobre a dinâmica da hipocrisia ...
O crescimento das corrupções ...
As consequências das contravenções
Além é claro, dos dez mil desmandos,
Vi o Congresso organizando bandos
Para poder manter-se no Poder ...
Vi a Justiça sem poder prender
Porque a Lei também e conivente!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
segunda-feira, 6 de março de 2017
POESIAS ACREANAS - Parabéns - Nazareno Lima - 2004
PARABÉNS - 08/02/2004
Nazareno Lima
- I -
Parabéns, parabéns à você ...
Que suportou minhas tristes queixas,
Admirando estas pobres reixas ...
Imaginando como eu posso ser !
A sutileza de me compreender
É a meta para seguir minhas deixas ...
Tal o "Amigo Pedro" de Raul Seixas
É a superimpaciência de me ler !
Se Erasmo de Rotterdã me achasse louco,
Ainda teimaria em não fazer pouco,
Nassa situação de baixo muro ...
Mesmo quando a fraqueza me estafa,
Sou como o Gênio da garrafa,
Ninguém saberá o meu futuro !
- II -
A simplicidade é minha meta !
- Mestre, eu sou tal como falo.
Nasci como o PT, de um resvalo
Da opressão de tudo que se veta !
Se na vida, me trataram como zeta ...
Continuo a falar e não me calo !
Tal como um Astro, sigo o meu embalo,
Que é o meu único jeito de ser poeta !
Mestre - não soube viver de aparências
Mas, persegui demais as competências,
Para ultrapassar as perseguições ...
Sem querer ser como Midas,
Descobri que a mais nobre das vidas
É aceitar sem se calar, as opressões !
- III -
- Mestre ! Desculpas pelo tratamento:
Não é sensatez de minha parte
Pois, se não fosse o leitor, a Arte
Morreria de vez no esquecimento !
A teoria do meu conhecimento
É lógica, nada há pois que afaste,
Apesar deste monstro contraste:
A Ignorância e o Desenvolvimento !
Um dos calos nestas minhas dores
É, criar mais para os meus admiradores
Apesar do grande atraso do Brasil ...
As vezes até esqueço os afrontos
Mas, desculpas também pelos "Desencontros"
Do dia 13 de Novembro de 2000 !
- IV -
Se falei contra o Capitalismo,
Improdutividade e Corrupção ...
Se ataquei demais a Exploração,
Foi por conta do meu idealismo !
Se critiquei enfim, o Entreguismo,
A Fome, a Miséria e a Repressão ...
Foi por conta da Grande Expulsão
Que o Acre sofreu do Colonialismo !
- Mestre ! Desculpas se não pude parar
Pois, do contrário outro iria trilhar
Este caminho penoso tal o anum ...
Perdoe-me as expressões demagógicas
E também pela "Crise Ideológica"
De 13 de Dezembro de 2001 !
- V -
Desculpas por tudo isso ...
Por tudo quanto eu pensei
E pelo o que não falei ...
Mas inda sou submisso !
Talvez, quem sabe? Por isso
Que jamais acreditei
Nas estruturas e cismei
Hoje então pesso permisso !
Lhe agradeço a atenção
Mas, esta minha expressão
Faz no Acre eu estar só ...
Se alguém me ignorar
Mande tentar me ajudar
Escrevendo algo melhor !
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quinta-feira, 2 de março de 2017
POESIAS ACREANAS - Estoicismo - Nazareno Lima - 2000
UM ESTOICISTA - 08/12/2000
Nazareno Lima
- I -
Pôr todas as classes fui oprimido;
Não faz sentido o que eu aprendi...
No tempo vivido, da paz esqueci,
Finjo que venci, pra não ser um vencido!
Me vejo na vida um tanto abatido,
Estou agradecido do que recebi,
Estou servido se é que mereci,
Pôr que só vivi para ser coagido!
Essa esquisitíssima exploração,
Fez na minha vida uma revolução,
Pior que Marx com o Socialismo ...
Mas, isto para mim é uma boa lição;
É assim que produzo minha educação
Com as bases lógicas do Estoicismo!
- II -
Você que sofre porquê sofre,
Você que ama porquê ama;
Seja indiferente como um cofre,
Seja como um sino que reclama!
Você que ler esta estrofe,
Valorize seu destino e sua fama;
No mundo tudo passa, é como enxofre
Que é limpo como ouro e vira lama!
Não sofra pôr nada, pôr favor...
A luta não compensa a sua dor...
Você pagará um preço em vão!
Tu, para ser livres é preciso,
Evitar da moral, o prejuízo,
Pra não ser seguidor da exploração!!!
⦁ III –
Há muitos que amam ...
Outros são amados!
Há muitos que tramam...
Outros são tramados!
Há gentes que trai ...
Há gentes que é traída!
Há gentes que sai...
Há gentes que é a saída!
Há muitos que roubam...
Outros são roubados!
Há uns que esnobam...
Há outros esnobados!
Há uns que pensam...
Outros são pensados!
Há uns que avançam,
Outros avançados!
Há gente sofredora...
Outras são sofridas!
Há gente exploradora...
Outras oprimidas!
Há muitos que passam...
Outros são passados!
Há muitos que amam
E nunca foram amados!!!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
* Este poema foi escrito baseado
numa entrevista com um seringueiro
de Xapuri - Acre - Brasil,
no dia 02 de Novembro de 2000.
POESIAS ACREANAS - Desencontros - Nazareno Lima - 2000
DESENCONTROS - 13/11/2000
Nazareno Lima
Desencontrado pelos desencontros,
Cujos afrontos, me subjugaram,
Tantas manias me manipularam
E desapontaram todos meus aprontos!
Tantos enganos me desenganaram
E me derrotaram em todos confrontos,
As utopias são meus grandes pontos
Destes meus contos que eles não contaram!
O desespero me desesperou.
O preconceito me preconizou.
Nesta passagem de passos perdidos ...
Mas a vitória nestes sofrimentos,
Há de chegar-me em breves momentos,
Para que eu fuja do rol dos vencidos!
⦁ II –
O meu exemplo que seja seguido,
Pôr quem tem lido minhas elegias:
Tanta energia e ideias frias,
É a supremacia de um perseguido!
Estes meus dias que sejam vividos,
Pelo atrevido que nas minhas vias,
Despercebido, trilhar sem manias
E de alegrias faz o mal servido !
Estes poemas de 2000 lamentos,
Faz eu amar os meus sofrimentos,
Na mais narciza das ansiedades ...
E o legado que então me ler,
Tome a minha cruz, depois que eu morrer
Para que eu mesmo não vire saudades !!!
- III –
Tenho certeza do que vou falar
E é real o que vou dizer:
Se não fosse esse meu sofrer,
Eu não teria como poetar!
A razão real do meu conhecer
E a força estridente do meu gritar,
É a reação a quem quer me explorar,
Quando faço a vingança ao escrever!
Fazendo assim umas introspecções,
Eu sobrevivo destas aflições.
Que são parasitas que me alimenta...
Tal como Hitler viveu da impotência
E John Locke, da experiência,
Eu uso isso tudo como ferramenta!!!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
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