As Estações do Amor…
J. G. de Araújo Jorge
Eu tinha para mim que eras pura e sincera,
e por isso, talvez acreditei em ti…
Nesse tempo, em meu ser, fazia a primavera
e as flores do meu sonho em minha alma colhi…
Depois… Foi de repente… Ao passar da estação,
tornou-se o meu amor maior… e mais ardente…
Havia no meu peito o calor do verão,
– e julguei que eras minha, minha inteiramente…
E o tempo foi passando… E tudo, pouco a pouco
mudou – e me senti num completo abandono…
Caíram para sempre as ilusões – e eu, louco,
as vi secar no chão como folhas de outono…
E um dia… Veio o inverno insípido e tristonho,
– fazia muito frio… e em minha alma nevou…
E a neve foi caindo, e sepultou meu sonho
…………………………………………
As estações do tempo… As estações do amor…
Parecem muito iguais… e diferem no entanto,
– naquelas há o voltar da alegria e da côr
ao de novo surgir, da primavera , o encanto…
Mas nas outras, depois do inverno, nada existe…
Tudo é branco… tristonho… frio e desolado,
– recorda-se a chorar – e vê-se o como é triste
lembrar a primavera antiga do passado !…
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
POESIAS ACREANAS - Dr Mário de Oliveira - 1971
VIDA PARTIDA
Mário de Oliveira
Na tristeza dorida da saudade,
Que o coração me traz envenenando,
O desalento vem, de quando a quando,
Aumentar a agonia, que o invade.
Horas e horas, fico em ti pensando,
Em como hei-de passar, e como há-de
Ser minha vida, sem felicidade,
Sem teu carinho as dores me adoçando.
Como a vida é ingrata! Na subida
Do passo mais difícil, quase ao cimo,
Não nos podemos ter, em mútuo arrimo.
Tu vais sozinha, e eu tão sozinho vou...
Nenhum de nós jamais imaginou
- Que nossa vida, assim, fosse partida!
Do Livro "Jardim Fechado" 1971
Mário de Oliveira
Na tristeza dorida da saudade,
Que o coração me traz envenenando,
O desalento vem, de quando a quando,
Aumentar a agonia, que o invade.
Horas e horas, fico em ti pensando,
Em como hei-de passar, e como há-de
Ser minha vida, sem felicidade,
Sem teu carinho as dores me adoçando.
Como a vida é ingrata! Na subida
Do passo mais difícil, quase ao cimo,
Não nos podemos ter, em mútuo arrimo.
Tu vais sozinha, e eu tão sozinho vou...
Nenhum de nós jamais imaginou
- Que nossa vida, assim, fosse partida!
Do Livro "Jardim Fechado" 1971
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
POESIAS ACREANAS - Mário de OLiveira - 1943
PANORAMA = Dr. Mário de Oliveira
Por sobre a mata verde, que se estende
Qual um tapete gigantesco, imenso,
O pássaro metálico distende
As asas brancas, como um pando lenço.
Em baixo, o oceano florestal resplende
Em pujante beleza, que até penso
Pairar sobre um mar, de onde rescende
Um odor estranho, inebriante e denso.
Além, flocos de nuvens, como ovelhas
De um rebanho celeste, de que Eólo
É o pastor sideral, correm parelhas...
E o Acre, silencioso, serpenteia
Em baixo, em mil volteios, sobre o solo,
Qual anaconda imensa, que coleia...
"O Acre", 12 de setembro de 1943, Ano XIV, Nº 711
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
A AULA DE LULA - Nazareno Lima - 2018
Antes de Lula se entregar as autoridades do Brasil em São
Paulo, ele disse uma frase que ficará na História daqueles brasileiros que
pensam: “Eu não sou um ser humano, eu sou
uma ideia e não adianta lutar contra uma ideia”. Essa frase somente é dita
por pessoas de alto poder de Conhecimento e consciência, não se limitando a representar
apenas um povo e sim o Universo.
Quando Lula se elegeu Presidente da República Federativa do
Brasil pela primeira vez e quando recebia a faixa presidencial, fez chorando
uma afirmação: “O único diploma que ele
tinha recebido foi o de Presidente do Brasil”. Lula falava como se fosse
ele o maior dos inconscientes..., mas Lula à lá Platão, estava disfarçando...
Os grandes não se engrandecem, eles preferem que os outros o façam.
O povo brasileiro, principalmente aquela parte consciente,
sabe que Haddad é um emissário e mais que ninguém o próprio emissário reconhece
isso. Sem Lula, Haddad não teria aqueles 29 pontos que o fez disputar o segundo turno das Eleições Presidenciais do Brasil em 2018.
Lula deu uma aula de liderança e de reconhecimento de
valores as pobres autoridades brasileiras que ainda estão no Terceiro Pecado da
Platão..., mas, como é que Lula nunca recebeu um diploma e dar aulas para as Autoridades
do Brasil? É porque as nossas Autoridades ainda não estão na dimensão de
Lula... parece até mentira essa expressão..., mas é a pura verdade. Se as nossas Autoridades estivessem na dimensão em que está Lula, essas Autoridades teriam de 40 a 50 pontos de aprovação do povo brasileiro.
O Conhecimento é algo por demais difícil de entende-lo,
somente entende o Conhecimento quem o tem e a falta de conhecimento não atinge
no Brasil somente aos pobres, a falta de Conhecimento atinge todas as classes
sociais... o Brasil é o único país da Terra que tem Médicos que não sabem
consultar; tem advogados que não sabem advogar; tem professores que não sabem
ensinar; tem juízes que não sabem julgar; tem políticos que não sabem legislar;
entre muitos outros... tem no Brasil, uma grande parcela de doutores e
profissionais liberais que têm o diploma de Curso Superior porém lhes faltam o
nível. Quem leu o “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago, entende isso.
Lula fez sua parte com relação a liderança de um povo no
Estado Democrático de Direitos... agora o que nos resta é entender isso para
que depois não seja tarde para que reconheçamos.
Lula e Manoela d'Ávila em agosto de 2018
domingo, 7 de outubro de 2018
POESIAS ACREANOS - J. G. de Araújo Jorge - 1937
As Estações do Amor…
Eu tinha para mim que eras pura e sincera,
e por isso, talvez acreditei em ti…
Nesse tempo, em meu ser, fazia a primavera
e as flores do meu sonho em minha alma colhi…
Depois… Foi de repente… Ao passar da estação,
tornou-se o meu amor maior… e mais ardente…
Havia no meu peito o calor do verão,
– e julguei que eras minha, minha inteiramente…
E o tempo foi passando… E tudo, pouco a pouco
mudou – e me senti num completo abandono…
Caíram para sempre as ilusões – e eu, louco,
as vi secar no chão como folhas de outono…
E um dia… Veio o inverno insípido e tristonho,
– fazia muito frio… e em minha alma nevou…
E a neve foi caindo, e sepultou meu sonho
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As estações do tempo… As estações do amor…
Parecem muito iguais… e diferem no entanto,
– naquelas há o voltar da alegria e da côr
ao de novo surgir, da primavera , o encanto…
Mas nas outras, depois do inverno, nada existe…
Tudo é branco… tristonho… frio e desolado,
– recorda-se a chorar – e vê-se o como é triste
lembrar a primavera antiga do passado !…
J. G. de Araújo Jorge - 1937
Eu tinha para mim que eras pura e sincera,
e por isso, talvez acreditei em ti…
Nesse tempo, em meu ser, fazia a primavera
e as flores do meu sonho em minha alma colhi…
Depois… Foi de repente… Ao passar da estação,
tornou-se o meu amor maior… e mais ardente…
Havia no meu peito o calor do verão,
– e julguei que eras minha, minha inteiramente…
E o tempo foi passando… E tudo, pouco a pouco
mudou – e me senti num completo abandono…
Caíram para sempre as ilusões – e eu, louco,
as vi secar no chão como folhas de outono…
E um dia… Veio o inverno insípido e tristonho,
– fazia muito frio… e em minha alma nevou…
E a neve foi caindo, e sepultou meu sonho
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As estações do tempo… As estações do amor…
Parecem muito iguais… e diferem no entanto,
– naquelas há o voltar da alegria e da côr
ao de novo surgir, da primavera , o encanto…
Mas nas outras, depois do inverno, nada existe…
Tudo é branco… tristonho… frio e desolado,
– recorda-se a chorar – e vê-se o como é triste
lembrar a primavera antiga do passado !…
J. G. de Araújo Jorge - 1937
sábado, 6 de outubro de 2018
POESIAS ACREANAS - J. G. de Araújo Jorge - 1937
Adormecer…
Muita vez, no silêncio, enquanto a noite desce
e pousa sobre a terra o seu manto dourado
de estrelas, no meu quarto, a sós, abandonado,
não tenho pelo mundo o mínimo interesse…
Mas, não sei bem dizer… dentro em meu peito cresce
um sonho, e, de repente, eu sinto, consolado
que alguém vem para mim, que alguém vem ao meu lado,
e me diz bem baixinho alguma estranha prece…
Então, tomo da pena, e espero calmamente…
Uma noite, porém, me lembro, adormeci
sentindo esse esplendor de um céu que está contente,
e não pus no papel mais que um nome sequer…
E só quando acordei, na folha branca, eu vi
que apenas tinha escrito um nome de mulher…
J. G. de Araújo Jorge - 1937
Muita vez, no silêncio, enquanto a noite desce
e pousa sobre a terra o seu manto dourado
de estrelas, no meu quarto, a sós, abandonado,
não tenho pelo mundo o mínimo interesse…
Mas, não sei bem dizer… dentro em meu peito cresce
um sonho, e, de repente, eu sinto, consolado
que alguém vem para mim, que alguém vem ao meu lado,
e me diz bem baixinho alguma estranha prece…
Então, tomo da pena, e espero calmamente…
Uma noite, porém, me lembro, adormeci
sentindo esse esplendor de um céu que está contente,
e não pus no papel mais que um nome sequer…
E só quando acordei, na folha branca, eu vi
que apenas tinha escrito um nome de mulher…
J. G. de Araújo Jorge - 1937
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
POESIAS ACREANAS - J. G. de Araújo Jorge - 1937
A Vida Que Eu Sonhei…
Eu sonhei para mim, uma vida discreta
num lugar bem distante, a sós, tendo-te ao lado
– num castelo que fiz lá num reino encantado,
nesse reino que eu chamo o coração de um poeta…
Sonhei… Vi-me feliz na solidão de asceta,
bem longe deste mundo, a rir, despreocupado…
– acordando a escutar no arvoredo o trinado
das aves, e a dormir fitando a lua inquieta…
Vivia na ilusão daquele que ainda crê,
na vida, e o meu amor, eu o tinha idealizado
no romance de um lar coberto de sapê…
– Mentiras que eu sonhei!… No entanto hoje me ponho
muita vez a pensar no tal reino encantado
e sinto uma saudade imensa do meu sonho!…
Eu sonhei para mim, uma vida discreta
num lugar bem distante, a sós, tendo-te ao lado
– num castelo que fiz lá num reino encantado,
nesse reino que eu chamo o coração de um poeta…
Sonhei… Vi-me feliz na solidão de asceta,
bem longe deste mundo, a rir, despreocupado…
– acordando a escutar no arvoredo o trinado
das aves, e a dormir fitando a lua inquieta…
Vivia na ilusão daquele que ainda crê,
na vida, e o meu amor, eu o tinha idealizado
no romance de um lar coberto de sapê…
– Mentiras que eu sonhei!… No entanto hoje me ponho
muita vez a pensar no tal reino encantado
e sinto uma saudade imensa do meu sonho!…
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