domingo, 7 de janeiro de 2018

POESIAS ACREANAS - Nazareno Lima - 1992


           INQUIETUDE - 1992
                            Nazareno Lima

Na depressão emocional mutante
Que, periodicamente, variável, carrego ...
Na indiferença estúpida de um cego,
Aceito, inerme, como hospedeiro errante!

Falta Deus, Natureza, Energia e avante
Eu sigo. E só sigo, não me entrego
Pois, não há para quem. Com quem me apego,
É em vão. Não há resultado transfigurante!

Como precisam os Capitalistas, dos capitais:
Precisamos de realidades materiais
Para içar nossas esperanças mortas ...

Nós precisamos de positivas energias,
Para esquentar nossas ideias frias,
Que já cansaram de nos bater às portas!

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* O poeta falava em 1992 sobre a desilusão de
salvar a Floresta das grandes derrubadas e
devastações ambientais pelas quais estavam
passando os povos seringueiros, principalmente
após a morte do grande líder Chico Mendes.

sábado, 6 de janeiro de 2018

POESIAS ACREANAS - Nazareno Lima - 2016


RAZÕES – fevereiro - 2016

               Nazareno Lima

Todas as Flores que nos desfeitearam,
Por nossos rumos da Capilogência ...
Que condenaram a nossa ciência
E nos nossos feitos, não acreditaram!

Aquelas Flores que tanto falaram
E nos tentaram com tal dissidência:
Descemos aos vales da Abstinência
Mas, as Razões nos ressuscitaram!

Acostumados, já desde a infância:
Braços gigantes da Ignorância ...
Nos arrastavam para aquele abismo

Mas, nossa Fé... nossa persistência,
A Metafísica e a Paciência ...
Nos libertaram desse empirismo!
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* O poeta se refere assim as descriminações
que sofreram os Seringueiros acreanos ao longo
da luta pela preservação da floresta.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

POESIAS ACREANAS - Nazareno Lima - 1999


     REALIDADES   -    01/10/99
                               Nazareno Lima



Talvez, quem sabe? A felicidade,

Que eu admito nunca ter sentido:

O que acontece, na realidade,

É que estou passando pôr despercebido!



Hoje a saúde e a faculdade

Do Conhecimento que tem me assistido...

Fez a tristeza me deixar saudade

E a exploração ser algo perdido!



Talvez não tenha dentre a humanidade,

Um momento de mais felicidade

E um prazer pôr demais profundo:



Ter resistência de poder andar

E consciência para analisar

A Natureza que criou o mundo!!!

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* O poeta seringueiro Nazareno Lima, analisando
a vida urbana depois de tantas lutas chega a uma
conclusão que a felicidade que lhe resta, assim
como também a todos os seringueiros que ainda
restam é a vida ou seja é ainda estarem vivos
para contar a história.

POESIAS ACREANAS - Nazareno Lima - 1999


FLOR  DE  LIS   -   28/09/99
                       Nazareno Lima



Me apareceste como a flor de lis,

Que orvalhada enfeita e perfuma:

Rara beleza que sempre acostuma,

Ao homem pobre que quer ser feliz!



Sensível e leve igual a espuma,

Foi esta pluma que eu sempre quis:

De professor tornei-me aprendiz,

Da tua força que ao espírito exuma!



Eu te agradeço pôr me aparecer:

Mesmo que um dia me faças sofrer,

Nestes caminhos de uma só descida...



Futuramente, quando eu for passado,

Lembrai ao menos de ter me ajudado,

A escrever esta pré despedida!!!

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